Moda

Após estreia de minissérie, estética clean de Carolyn Bessette volta a inspirar

Em meio ao revival dos anos 1990, um nome voltou a dominar buscas, moodboards e cadeiras de salão: Carolyn Bessette-Kennedy. A estreia da minissérie Love Story: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette reacendeu o fascínio por aquela que foi considerada a it girl dos Estados Unidos, não por ostentação, mas por uma estética minimalista. Em tempos de contornos marcados, preenchimentos e produções maximalistas, seu visual limpo, quase austero, ressurge.

Conhecida por sua trajetória na Calvin Klein antes do casamento com John F. Kennedy Jr., Carolyn era mais do que uma it girl: era uma mulher de moda. Começou como assistente de vendas e se tornou uma das principais relações-públicas da marca no auge do minimalismo noventista. Sua imagem, marcada pela beleza natural, cabelos loiros perfeitamente imperfeitos, maquiagem quase invisível, sintetizava o espírito da década.

Um leve rubor nas bochechas, lábios sutilmente pintados, olhos neutros e a icônica tiara de tartaruga segurando os fios loiros penteados para trás. Esse era o glamour de Carolyn: discreto, esportivo e absolutamente elegante. Vinte e seis anos após sua morte, sua estética continua cobiçada. Bela, trágica e romântica, sua história permanece viva no imaginário fashion.

Mas como traduzir esse charme noventista para 2026? A expert Bruna Scharf, da rede Walter’s Coiffeur revela os pilares do look. 

Pele limpa, mas estratégica

Ao contrário do que o termo “sem maquiagem” sugere, o efeito natural exige técnica. A base deve ter exatamente o tom da pele, criando uniformidade sem pesar. A proposta é uma aparência saudável e atlética, com acabamento luminoso e discreto. O blush aparece quase como um sopro, apenas para devolver frescor ao rosto.

“O visual dos anos 90 era esportivo, descontraído, de garota descolada. Não havia muita cor no rosto”, explica a especialista. 

Lábios nude com personalidade

O batom marrom retorna como protagonista, mas em versões mais rosadas e equilibradas. O segredo está no subtom: nem acinzentado demais, nem alaranjado. A escolha deve dialogar com o tom natural dos lábios e da pele. A ideia é realçar, não transformar. 

Olhos neutros e o truque do draping

Uma camada suave de sombra marrom já é suficiente para definir as pálpebras. Máscara de cílios pontua o olhar sem dramatização. Um truque clássico dos maquiadores da época é o “draping”: usar o mesmo tom nas bochechas e nos olhos, muitas vezes com bronzer, criando harmonia monocromática. O resultado é sofisticado e sem esforço aparente. 

O loiro manteiga que virou assinatura

Se as loiras platinadas dominaram os anos 2010, o loiro de Carolyn habita outra família cromática: champanhe, dourado manteiga, nuances quentes e cremosas. Nunca branco, nunca acinzentado.

Originalmente loira escura, Carolyn clareou os fios ao longo dos anos, mantendo sempre dimensão e brilho. As mechas eram mais grossas e marcadas, estrategicamente posicionadas próximas à raiz e ao redor do rosto. A técnica valoriza contraste e luminosidade visível, nada ultrafino ou difuso demais.

Para atualizar o visual, a expert recomenda mechas quentes feitas desde a raiz, com reflexos evidentes na linha do cabelo e contorno facial. Um gloss tonalizante entre as visitas ao salão ajuda a manter o dourado fresco e sofisticado.
 

A tiara de tartaruga: o detalhe que virou símbolo

Entre todos os elementos, talvez nenhum seja tão emblemático quanto a tiara de estampa tartaruga. Usada em passeios com o marido, geralmente combinada a óculos escuros e cabelos presos, a peça consolidou-se como assinatura estética. Minimalista e funcional, arrematava o look com coerência e elegância silenciosa.

Mais do que tendência passageira, o retorno de Carolyn Bessette-Kennedy reafirma um desejo contemporâneo por autenticidade e simplicidade refinada.

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